Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos Leishmanicidas

 

O Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos Leishmanicidas conta com a participação de professores do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Uberlândia e dos Departamentos de Química e de Física da UFMG.

As atividades do Grupo são direcionadas para a melhoria da quimioterapia das leishmanioses, através da abordagem dos seguintes aspectos:

1- Desenvolvimento de medicamentos leishmanicidas inovadores, envolvendo novos princípios ativos e novos nanossistemas carreadores;

2- Estudo de associações de fármacos na mesma formulação, seja no mesmo nanossistema ou em nanossistemas diferentes ;

3- Desenvolvimento de vacinas baseadas em lipossomas;

4- Estudo do mecanismo de ação dos medicamentos a base de antimônio e dos mecanismos de resistência;

As técnicas disponíveis e utilizadas rotineiramente pelo Grupo incluem a espectroscopia de correlação de fótons (DLS), rastreamento de nanopartículas (NTA), espectrocopia de fluorescência, dicroismo circular, espectrometria de absorção atômica com forno de grafite, processos de extrusão em escalas laboratorial e piloto para calibração de tamanho de partículas.

O caráter multidisciplinar do Grupo faz que atua na síntese de fármacos, no preparo/caracterização/otimização de formulações farmacêuticas nanoestruturadas e nas avaliações pré-clínicas de eficácia e de toxicidade dos produtos obtidos. Portanto, o Grupo está envolvido em todas as etapas necessárias ao desenvolvimento de novos medicamentos.

Entre os resultados mais relevantes obtidos pelo Grupo, podemos citar:

1- a síntese do antimoniato de meglumina que é o princípio ativo do Glucantime®, atualmente importado no Brasil (um pedido de patente e uma patente concedida);

2- a obtenção de formulações orais do antimoniato de meglumina baseadas em ciclodextrina e nanossistemas micelares (três pedidos de patente); o nosso Grupo foi o primeiro a relatar uma formulação de um antimonial pentavalente ativa por via oral;

3- a obtenção de novas formulações do antimoniato de meglumina com lipossomas, segundo processos originais (dois pedidos de patente); mostramos que as formulações resultantes apresentam elevada eficácia terapêutica em cães naturalmente infectados com Leishmania infantum e levam a cura parasitólogica após tratamento combinado com alopurinol;

4- a identificação de diferentes biomoléculas, os tióis, os nucleosídeos e os motivos “dedo de zinco”, potencialmente envolvidos no mecanismo de ação dos antimoniais; o nosso Grupo foi o primeiro a demonstrar as interações do antimônio pentavalente como essas biomoléculas

No âmbito nacional, o Grupo integra o INCT em Nanobiofarmacêutica. No âmbito internacional, possui colaboração científica com a Université Paris Sud (France), a Université de Laval (Québec, Canada) e a University College Cork (Ireland).